RONALD SASSON NA SP ARTE 2026

entre os dias 8 e 12 de abril de 2026, o Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, recebeu mais uma edição da SP-Arte. Entre galerias, artistas e nomes já consolidados da cena brasileira, um trabalho se destacou pela força e pela diversidade de linguagem: o de Ronald Sasson.

Com uma trajetória marcada por pesquisa constante e mais de 30 prêmios nacionais e internacionais, Ronald participou da feira em parceria com a Galeria Herança Cultural e a Terrano Design, no espaço DS17. Para a ocasião, apresentou quatro novas peças: o Banco Despacho, a Poltrona Caipora, a Poltrona África e a Mesa de Centro Quartinha.

Apesar de fazerem parte da mesma apresentação, as quatro peças seguem caminhos bastante distintos entre si, e também se afastam de soluções já exploradas anteriormente pelo designer. Formas, proporções e materiais aparecem como pontos de partida para novas investigações, revelando um Ronald menos interessado em repetir uma linguagem reconhecível e mais disposto a tensionar os limites do próprio repertório.

Essa diversidade, no entanto, não significa ausência de identidade. Pelo contrário: é justamente na liberdade formal e na relação entre desenho, matéria e execução que o trabalho de Ronald se mantém reconhecível. Cada peça parte de uma lógica própria, mas carrega a mesma preocupação com construção, presença escultórica e precisão.

A participação na SP-Arte reforça também um movimento cada vez mais presente em sua trajetória: a aproximação entre design funcional e objeto de coleção. As peças continuam existindo dentro do universo do mobiliário, mas ultrapassam uma leitura puramente utilitária. Elas ocupam o espaço como objetos com autonomia, capazes de estabelecer relações com arquitetura, arte e cultura material.

Mais do que apresentar quatro novos produtos, a exposição evidenciou um momento de expansão da linguagem de Ronald Sasson. Um trabalho que continua reconhecível, mas que não se acomoda em fórmulas já consolidadas — e que encontra justamente na experimentação a possibilidade de seguir se transformando.